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sexta-feira, 19 de junho de 2015

TENTO DEFENDER-ME COMO POSSO



TENTO DEFENDER-ME COMO POSSO

Em tristezas não quero pensar
Só mesmo se tiver que ser
E, para com elas não me deparar 
Procuro sonhar, para não sofrer

Sonho de olhos bem abertos 
Para tentar conseguir colorir
factos desta vida, dispersos
dos quais tento fugir

Quero fugir voluntariamente 
Mas não se trata de cobardia 
Apenas o meu subconsciente 
Se insurge, dia após dia

Tento defender-me como posso
Deste mundo, que não é o meu
mundo tão desigual, e injusto
Mundo onde tanta gente morreu

Fujo, parra tentar alterar esta dor
Fujo, por me sentir tão impotente
Fujo, porque sou um sonhador 
Fujo, por não querer ser diferente

Às vezes sinto vontade de escrever
Tudo o que sinto, e me atormenta
para vos alertar, e dar a conhecer 
O quanto esta minha dor aumenta

E, impregnar esta folha de papel 
De mágoa, e sofrimento sem fim
Fazer-vos sentir o sabor do fel
Nesta simples folha escrita por mim 

Perante tudo o que sinto, e vejo
Parto deliberadamente para o sonho
Construo, idealizo, e revejo 
Pois é lá, que não me sinto tristonho

Luís Filipe D. Figueiredo

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