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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

DEIXA OS MEUS OLHOS CHORAR



DEIXA OS MEUS OLHOS CHORAR 

Deixa os meus olhos chorar 
E, derramar toda a sua tristeza
Por não te conseguirem falar 
De mim, e da tua beleza 

Oiço o canto das aves 
Assisto à chegada do Outono 
Ao cair das folhas das árvores 
As quais as deixam ao abandono 

Procuro-te incessantemente
Desesperado, chamo por ti 
Desejo sentir-me diferente

E, voltar a viver o que vivi 
Só, triste, e indiferente
Tento recordar o que esqueci 

Luís Filipe D. Figueiredo

domingo, 30 de agosto de 2015

O HOMEM QUE UM DIA PROCUREI SER



O HOMEM QUE UM DIA PROCUREI SER

O homem que um dia procurei ser
Nem sempre o consegui evidenciar 
Sonhador, e alegre ao te conhecer 
Perdidamente apaixonado ao te amar 

Via pétalas de rosas no ar
E, os meus olhos brilhavam de emoção 
Pedia ao vento para tas entregar 
E, que te demonstrasse a minha paixão

Percorri desertos, atravessei oceanos
Conquistei a lua, e também o sol
Vivi entre verdades, e enganos 

Fiz de ti a minha vida, o meu farol
Fiz projetos, conjeturas, e planos 
Contigo a meu lado, à luz de arrebol 

Luís Filipe D. Figueiredo

terça-feira, 25 de agosto de 2015

O FOGO-DE-ARTIFÍCIO TEM A MAGIA



O FOGO-DE-ARTIFÍCIO TEM A MAGIA

O fogo-de-artifício tem a magia
De me fazer ficar maravilhado 
E, ouvir esta linda melodia
Completamente deslumbrado 

Não o consigo cessar de olhar
O fascínio é total, e retumbante
E, ao vê-lo belo, e colorido no ar 
Vejo nele, o teu lindo semblante

A música, bela e vibrante 
Deixa-me sem saber onde estou 
Se estás perto, ou distante 

De onde venho, ou para onde vou 
Tudo se torna insignificante 
O importante é sentir, como sou 

Luís Filipe D. Figueiredo

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

ENTRE O TUDO E O NADA



ENTRE O TUDO E O NADA

Entre o tudo e o nada
Procuro caminhar
E, passar pela vida
Na esperança de te encontrar 

Sinto-me vazio
Carente, e só 
Fragilizado, e frio 
Estrangulado por um nó 

Saltitando 
De pedra em pedra
Assim vou caminhando 

Tentando lembrar quem era
E, sentindo-me desesperado 
Por continuar à tua espera 

Luís Filipe D. Figueiredo

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

NAQUELA MANHÃ DE VERÃO



NAQUELA MANHÃ DE VERÃO 

Naquela manhã de verão 
A brisa que o mar exalava
Fazia-me sentir a sensação 
Que eras tu, a minha amada 

Dancei contigo à beira mar
Ofereci-te uma linda flor
Desejei-te com o meu olhar
E, fiz de ti o meu grande amor

Foi nesta manhã maravilhosa 
Que o meu coração despertou
Entrando em polvorosa

E, assim se conservou
Na certeza de seres a rosa
Mais bela que nele habitou

Luís Filipe D. Figueiredo

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

ADOREI O TEU SILÊNCIO



ADOREI O TEU SILÊNCIO 

Desafiei-te para dançar
Para, sentires meu coração
Queria poder-te amar
E, mostrar-te esta paixão

Nossos corpos deslizavam
Entre os farrapos de neve
E nossas almas se amavam
Ainda que um período breve

Sentiste-te atrapalhada
Ao, olhares o meu rosto
Fez-se silêncio, mais nada
Ao veres, o quanto de ti gosto

Senti este silêncio sublime
Como o mais encantador
E, permite-me que te afirme
Que te adoro meu amor

A neve, essa continuava a cair
E, eu com os olhos fitos nos teus
Era incapaz de te encobrir
O que mostravam, os olhos meus

Luís Filipe D Figueiredo

sábado, 15 de agosto de 2015

É POR MIM QUE ÀS VEZES CHAMO



É POR MIM QUE ÀS VEZES CHAMO

É por mim que às vezes chamo
Na esperança de me encontrar
E, com o vento eu clamo 
Por te ter, e não te alcançar 

Estrebucho, e praguejo 
Sinto-me perdido em mim
Se te sinto, mas não te vejo 
E, sinto-me perto do fim

Percorro o infinito 
E, sinto-me revoltado
Por não ouvires o meu grito

Nem me sentir ao teu lado
Desconhecendo se existo 
Ou se estou amargurado 

Luís Filipe D. Figueiredo

À TUA PROCURA PELO UNIVERSO



À TUA PROCURA PELO UNIVERSO

À tua procura pelo universo
Mergulho nele, profundamente
Aceito que te amo, e confesso 
Que o demais, tudo me é indiferente

Este amor que me enlouquece 
Está para além do bem, e do mal
É chama que me alimenta, e aquece 
Mesmo em dias de vendaval 

Nunca me altera, e entristece
Pois é a minha razão principal 
Intenso, e belo, não se desvanece

E, se torna num amor imortal
Que a minha alma enobrece
De forma pura, bela, e sensual. 

Luís Filipe D. Figueiredo

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

AO PASSEAR NA FLORESTA



AO PASSEAR NA FLORESTA 

Ao passear na floresta 
Ouvi os pássaros cantar
E, ao aspirar o cheiro desta 
Senti o teu odor, inalar 

Fixado numa velha árvore
Predispus-me a observar 
Aí aconteceu o milagre 
E, a vi em ti se transformar

Incrédulo com o que via
Ergui os olhos para o céu 
Pois toda aquela magia

Era um sinal que Deus me deu
Enchendo-me a alma de alegria
E, unindo o meu coração ao teu

Luís Filipe D. Figueiredo

terça-feira, 11 de agosto de 2015

ABRAÇA-ME, E NÃO ME DIGAS NADA



ABRAÇA-ME, E NÃO ME DIGAS NADA

Abraça-me, abraça-me somente
E, vem sentir que és parte de mim
Não queiras ficar-me indiferente 
Pois não conseguirei viver assim

Sente, o que o meu coração sente
E, como necessita do teu ardor 
Nada é pior, que estares ausente 
E, deixar de sentir, o teu amor

Abraça-me, e não me digas nada
Quero sentir os teus abraços 
Apenas me abraça minha amada

E, deixa-me olhar os teus traços
Minha Deusa, minha namorada
Vem sentir-te em meus braços

Luís Filipe D. Figueiredo

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

COM SONHOS E DEVANEIOS



COM SONHOS E DEVANEIOS 

Com sonhos e devaneios 
Construo um mundo para nós
Sem amarguras, e receios 
E, onde não nos sintamos sós

Edifico uma fortaleza 
Faço de ti a minha rainha 
Numa tela imprimo a tua beleza
E, imploro-te que sejas minha

Deixo falar o coração 
Deixo-o falar de mim
E, dizer-te com emoção 

Que nunca amei assim
Pois só tu és a razão 
Desta felicidade sem fim 

Luís Filipe D. figueiredo

sábado, 8 de agosto de 2015

AI QUEM ME DERA NÃO SENTIR



AI QUEM ME DERA NÃO SENTIR 

Ai quem me dera não sentir 
Esta dor que sinto no peito
E, ver os teus olhos a sorrir 
Como só tu sabes, do teu jeito

Alimento-me de recordações
Necessito sentir-me ao pé de ti
E, reconheço nas constelações 
Alguns rostos que já perdi 

Levito entre estrelas, e astros 
Faço de tudo para te encontrar
Aproprio-me do céu, dos pontos mais altos 

Na esperança de te alcançar 
E, acabar com estes sobressaltos 
Por não ver o teu olhar

Luís Filipe D. Figueiredo

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

A VIDA PERDE O SENTIDO



A VIDA PERDE O SENTIDO

A vida perde o sentido 
Se tu não estás presente
Sinto-me só, e perdido
No meio de tanta gente

Vagueio por entre eles à toa 
Ignoro-os completamente
E, até as ruas, da minha Lisboa
As sinto, de um modo diferente

Desprovidas do teu perfume
Do teu encanto, e beleza 
Sinto nelas um queixume

Uma amargura, e uma tristeza 
E, a minha alma ardente como lume
Sucumbe de saudade à tua ausência 

Luís Filipe D. Figueiredo

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

SEM CONSEGUIR RESPIRAR



SEM CONSEGUIR RESPIRAR

Sem conseguir respirar
Senti o corpo gelado
E, com os olhos a brilhar 
Procurei-te por todo lado

O Outono tinha chegado
As folhas estavam a cair
Era um local desolado 
Este que eu via surgir 

Os bancos estavam vazios
A chuva não cessava 
Causando-me calafrios

Enquanto por ti esperava 
Agitado e com delírios 
O meu coração te chamava

Luís Filipe D. figueiredo

terça-feira, 4 de agosto de 2015

QUANDO OLHO O FIRMAMENTO



QUANDO OLHO O FIRMAMENTO

Quando olho o firmamento
E, avisto a lua, e as estrelas
Ao sentir passar o vento 
Peço-lhe que me leve até elas

Torno-me seu aliado 
E, também seu amigo
Digo-lhe que estou apaixonado 
E, ele sopra forte, levando-me consigo 

Mais rápidos que o som 
Partimos para outra dimensão 
E, diz-me ser de bom-tom 

Pedir-te a tua mão
Sinto-me feliz, ai como é bom
Meu amigo aceitar a tua opinião 

Luís Filipe D. Figueiredo

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

QUERO SENTIR O TEU RESPIRAR



QUERO SENTIR O TEU RESPIRAR

Quero sentir o teu respirar
E, também o teu odor 
Para poder legitimar
E, justificar este meu amor

Quero transcender 
Este sentimento
Que me faz viver 
E, voar o pensamento

Quero lembrar-me de ti 
Suspirar de amor, e desejo
Sentir o que jamais senti 

Ao sentir o teu coração, e o seu latejo
Quero sentir-me, um colibri
A sugar uma flor, com o sabor do teu beijo 

Luís Filipe D. Figueiredo

domingo, 2 de agosto de 2015

OS TEUS BRAÇOS SEMPRE SE ABREM



OS TEUS BRAÇOS SEMPRE SE ABREM

Os teus braços sempre se abrem
Quando necessito do teu abraço
É como se eles me esperassem 
Para aliviarem o meu cansaço 

O teu olhar fascinante 
Ilumina-me, e penetra em mim
Tem a beleza de um diamante 
E, o encanto dum jardim 

Fazes de mim o poeta 
E, este homem sonhador 
Que a sua alma liberta 

Quando te fala de amor
E, o teu coração desperta
Desejando-te com ardor

Luís Filipe D. figueiredo

A PRIMAVERA SURGIA



A PRIMAVERA SURGIA 

A Primavera surgia
E, com ela, a primeira flor
Olhei o teu rosto, inundado de alegria 
Comparei-te com ela, e chamei-te de amor 

Descalços, caminhámos os dois 
Pelo sopé, daquela linda montanha
Ai, como foi bom, sentir depois 
Aquele seu cheiro, que se entranha 

Com as minhas mãos decidi escavar
Queria guardar, aquela terra
E, para sempre a conservar 

Para a lembrar como uma quimera
Perpetuando o teu sorriso, o teu olhar
E, o cheiro, da montanha na Primavera

Luís Filipe D. Figueiredo

sábado, 1 de agosto de 2015

OLHAVAS O CÉU ESTRELADO



OLHAVAS O CÉU ESTRELADO

Olhavas o céu estrelado
Quando te vi no meu sonho
E, ao ver-te fiquei extasiado 
Com esse teu ar bisonho

Naquela galáxia encantada 
Sobressaías entre qualquer 
Eras tu, a minha amada 
A minha estrela, e mulher 

Perdidamente apaixonado 
Guardei-te na minha mente
Para não me sentir separado

Deste momento belo, e diferente
Vais estar sempre ao meu lado
Seja passado, futuro, ou presente 

Luís Filipe D. Figueiredo