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domingo, 8 de novembro de 2015

SINTO MEDO



SINTO MEDO

Sinto medo de deixar de sonhar 
E, perder os meus Castelos
De os deixar de construir no ar
E, pouco a pouco deixar de vê-los 

Sinto medo de sucumbir à realidade
De não ter capacidade de a alterar 
E, assistir revoltado à desigualdade 
Perante tantos olhos a chorar 

Sinto medo por cada criança com fome 
Com que deparo no meu caminho
É tão intensa esta agonia enorme

Que tudo faço para lhes dar carinho
Sinto um medo desconforme 
Daqueles, que só dizem, coitadinho

Luís Filipe D. Figueiredo

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