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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

TU, QUE ME ACUSAS DE IMPERFEIÇÃO



TU, QUE ME ACUSAS DE IMPERFEIÇÃO

Tu, que me acusas de imperfeição
Olha bem para ti, e observa 
Tenta ouvir o meu nobre coração
E, toda a dor que nele conserva

Tu, que te julgas um predestinado
Que estás acima do bem e do mal
Não passas dum vil, mal-educado 
Como outros que estão a teu lado

Tu, que vieste do nada, e subiste na vida
Tornando-te alguém
Não esqueças a vida sofrida 

Que muitos outros têm também
Tu, não te recuses a dar guarida 
Olhando por cima, para não veres ninguém 

Luís Filipe D. Figueiredo