Total de visualizações de página

domingo, 30 de outubro de 2016

O VENTO SOPRA, E EU DESPERTO


O VENTO SOPRA, E EU DESPERTO

O vento sopra, e eu desperto.
Não consigo adormecer. 
Preocupado, e de peito aberto.
Aguardo, por o amanhecer. 

Imagino-os a tiritar. 
Descalços, e famintos.
Tantas crianças sem lar.
Perdidos em labirintos. 

Levanto-me, vou para janela
O vento sopra mais forte
No céu, não vejo uma estrela

E, o vento traz-me o cheiro da morte.
Do pobre menino da favela. 
Marcado com essa triste sorte

Luís Filipe D. Figueiredo

Todos os direitos reservados
Lei de Direitos de Autor (Lei 9610/98)

Nenhum comentário:

Postar um comentário