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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

SOU A FOLHA ARRASTADA


SOU A FOLHA ARRASTADA

Sou a folha arrastada.
A caminho do mar. 
Sou a criança largada. 
Que não consegue chorar. 

Sou a criança, caída. 
Que desfalece no chão.
Sou a vida perdida. 
E, sem ilusão.

Sou a folha pisada. 
No meio da multidão.
Sou a criança, esquecida. 

Num mundo de escravidão. 
Sou alma amargurada. 
Ao ver, o que os homens são

Luís Filipe D. Figueiredo
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