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sábado, 25 de fevereiro de 2017

VIDAS PASSADAS


VIDAS PASSADAS

Em vidas passadas, já fui deserto.
Terreno aberto, sem arvoredo.
Já vivi num tempo, tão incerto.
Que embora deserto, conheci o medo.

Em vidas passadas, já fui água pura.
Jorrada da fonte, para a natureza.
Matei a sede, combati a secura.
Cuidei como pude, da sua beleza.

Em vidas passadas, já fui oceano.
Banhei continentes, dum modo profundo.
Ora agitado, ora sereno.

Por vezes implacável, inundei o mundo.
Não respeitaram o Nazareno.
E destruíram quase tudo.

Luís Filipe D. Figueiredo

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