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segunda-feira, 26 de junho de 2017

O CHEIRO A MORTE PAIRAVA NO AR


O CHEIRO A MORTE PAIRAVA NO AR

Naquela noite, a lua brilhava mais.
Mas as estrelas estavam ausentes.
E eu, perdido com os demais.
Estávamos tão sós, e descrentes.

Olhava o céu, desesperado.
À procura dum lugar para mim.
Queria fugir para qualquer lado
Não suportava viver assim.

Este não era o mundo, em que me revia.
O cheiro a morte pairava no ar
Pedaços de corpos, que não distinguia. 

Deixam-nos apavorados, e sem respirar.
Maldita guerra, que o fim, não se previa.
E, tantas vezes, me fez praguejar. 

Luís Filipe D. Figueiredo 

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